quarta-feira, 20 de junho de 2007

Mea culpa

Olá pessoal,
Não tenho atualizado o coitado desse Blog, por motivos normais e comum a todos:
Tenho que correr atrás do leite das crianças.

Mas ainda assim deixo algumas dicas pra vc pegar na locadora:

O Amor não tira férias ( The Holiday)
Jude Law, Cameron Diaz, Kate Winslet e um esquisitamente comportado Jack Black.
meio longo (2 horas e 6 minutos) mas muito bom de assistir bem acompanhado,
debaixo do cobertor ( tá frio em Curitiba!) e uma caneca de chocolate...

O Contrato
Com John Cusak e Morgan Freeman, os dois sempre salvam qualquer roteiro.

Hoje vou assistir Deja Vu, com Denzel Washington esse raramente me decepcionou,
seus filmes são sempre fortes desde Tempos de Glória.

Amanhã digo como foi.

domingo, 10 de junho de 2007

Estranhos Conhecidos (2004)

Esse é com certeza mais um daqueles filmes de classificação "Água com Açúcar".
Mas se existe algum motivo pra assistir com certeza é o elenco.

Elenco:
Rob Lowe ...................... Lloyd Rockwell
Anna Friel ..................... Susie Wilding
Khandi Alexander ........ Christie Kaplan
Sarah Alexander .......... Alix Mason
Jennifer Baxter ............ Betsy
Gabriel Hogan .............. Harvey Truelove
Jane Luk ....................... Dee Dee
Colin Fox ....................... Sir Nigel Thomas


O roteiro é bem previsivel, você mata a charada logo no início, a vilã do filme é mais previsivel ainda.
A única coisa que salva nele é a atuação de Anna Frielque interagiu muito bem com todos os personagens vivendo um hipotético intercambio de publicitários.
Praticamente o filme é dela e pra ela.

Mr Rob Lowe se saiu muito bem, é um ator de experiência, mas a impressão que dá é que ou o pessoal de Hollywood se cansou dele ou ele deveria pensar seriamente em trocar de empresário, porque ele só entra em roubadas, alguem lembra dele em Tropas Estelares?É o tipo do ator que deveria ter um revival do mesmo jeito que aconteceu com John Travolta. ficou um tempão longe das telas e depois voltou e fez um monte de bons filmes.Do jeito que tem idiota que vemos fazendo filmes de grandes orçamentos.
Voltando ao filme, pra mim mostrou que o povo britânico é sempre mais interessante que os americanos, é um povo que apesar de excêntrico, ainda mantem o senso de humor.

sábado, 9 de junho de 2007

Diamantes de Sangue

Imaginem o início do Resgate do Soldado Ryan..
10 minutos de extrema selvageria de um desembarque na Normandia..

Assim é o inicio de Diamantes de Sangue, e mantem assim até o segundo terço do filme.

Quem pensa em ver um Leo diCáprio bonzinho no início.. típico mocinho de faroeste americano, esqueça.

O filme é baseado em fatos reais (o contrabando de diamantes, guerras tribais, uso de crianças como soldados e etc.) mas tem toda a ação de um filme bem escrito.

Eu gostaria de destacar a atuação do ator negro que fez o Solomon Vandy, Djimon Hounsou apesar de não ser uma celebridade consagrada, deu o tom do filme, teve uma excelente atuação e mostrou que pra ser decente não precisa ser de uma cor específica.




Quanto ao Mr. Leo, fez um bom trabalho, tirou o foco dos americanos, no script sendo um africano branco, mas já nos faz acostumar saber que sempre vai morrer no final... foi assim em Titanic, Infiltrados e agora Diamantes de Sangue, ou seja, deve ter algum entrave contratual de que ele não deve beijar a mocinha no final... vai saber...

Mas sua atuação foi bem dirigida, o sotaque diferente e sua habilidade com as armas mostraram que ele está mais maduro e pronto para maiores vôos.




A senhorita Jennifer Connelly não aparece muito, pra variar se apaixona pelo mocinho e/ou bandido Danny Archer, não tira nem uma casquinha e volta pra casa, onde será mais útil no fim da trama.

O filme só vira sermão no finalzinho, com a sugestão de você procurar saber de onde vem o diamante que você vai colocar no dedo da sua futura esposa. Só na América mesmo, porque aqui no Brasil tem que ter muita grana pra bancar um costume desse.

Já já aparece uma "organização" que vai apresentar ao mundo um selo de procedência dos diamantes, e por esse motivo ele vai ser ainda mais caro e as corporações ficarão ainda mais ricas. O melhor amigo de uma mulher poderia ser algo menos complicado não é mesmo?


No final das contas, recomendo esse filme, tem cenas bem fortes e mostra que a Africa seria uma terra excelente se não fosse a cobiça humana, porque se tem africano matando pra vender diamantes, é porque tem alguem pra comprar e pagar muito bem.

É incrível o que se faz pra ter uma pedrinha brilhante no dedo...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Happy Feet


Chegou na minha locadora favorita o filme de animação que muito se falou.. Happy Feet.
O que me animou bastante foi o casting para as vozes.

Mumble: Elijah Wood (o Frodo de LOTR)
Glória: Britanny Murphy ( Sin City)
Norma Jean: Nicole Kidman (As Horas)
Menphis: Hugh Jackman (X Men)
Ramon / Lovelace: Robin Willians ( Toys)



Ou seja, briga de cachorro grande.

No Brasil as vozes ficaram boas tambem, mas o que mais ficou engraçado foi o Sidney Magal fazendo a voz do Ramon / Lovelace, simplesmente impagável.

Vozes a parte, pode-se ver o peso de um nome com a Dreamworks, depois de Shrek e companhia, a empresa do tio Steven Spielberg prima pelo alto nivel de detalhe, fico imaginando a dor de cabeça dos programadores / animadores para a questão fisica do filme... uma coisa é ver o resultado final, onde qualquer mortal pode dar palpite.. outra coisa é criar do zero todas as formas possíveis de gelo / água / tempestades de neve.

Os caras fizeram um excelente trabalho, principalmente com a questão de musica e dança.
Eu não sou nenhum fã de sapateado. Isso é mais coisa dos americanos, a cultura deles chega a ser quase um fanatismo nesse assunto.. Fred Astaire e Gene Kelly são as referencias mais conhecidas. Quem não conhece Dançando na Chuva?

O que ja se tornou prática nessa indústria de animação é a valorização da história, alguem com a cabeça muito no lugar (John Lasseter - Pixar) disse que não importa se você dispõe dos mais modernos recursos tecnológicos se não tiver uma boa história, não terá um bom filme.

E nesse caso a história é boa. Em tempos de aquecimento global e assuntos ecológicos em alta, esse filme aborda a pesca predatória nos Mares Antárticos e a consequente escassez de peixes para a (diga-se de passagem enorme) população pinguinesca.

Esse filme tambem aborda a questão do "E daí se sou diferente?" Coisa que os americanos hoje viram que dá dinheiro respeitar as diferenças.

Em suma, um belo Blockbuster para toda a família, com a mensagem Greenpeace no fim..
recomendo o filme, mas prepare o cabeção antes.

domingo, 18 de março de 2007

O Ultimo Samurai

Quando esse filme saiu nos cinemas, me lembro da ansiedade de chegar a hora de começar, na primeira brecha de tempo, eu estava lá.

Dizem por ai que o protagonista resolveu estudar o Bushido depois desse filme, e francamente, é um assunto muito interessante. É só ver os costumes desse povo, fico impressionado com as coisas que leio a respeito.

Para aqueles que apreciam os épicos, é uma boa pedida, e há de se levar em conta a duração. é bom que tenha tempo disponível.. são só 2 horas e 20 minutos.

Bom, vamos ao filme:

A história realmente começa com uma premonição de Katsumoto, em sua meditação, ele vê um tigra branco lutando ferozmente contra um grupo de samurais.


E de fato isso acontece, o "tigre branco" é nada mais na menos que o Capitão Nathan Algren, do exército americano, o qual tem os seus próprios demônios, como a lembrança de um massacre do exército contra uma aldeia de índios não poupando ninguem, nem mesmo as mulheres e crianças, ou seja, um típico drama dos filmes de Western.

Algren é contratado por um Japonês que é mais americano que o próprio Algren, o Sr. Omura, que o contrata para treinar o exército japonês, e ele vai pro Japão.

Já no primeiro encontro com os samurais, seu inapto regimento é facilmente derrotado e ele se vê no meio de uma luta que não tem chance de vencer, acredito que naquela epoca os americanos nunca tinham ouvido falar de Sun Tsu e sua obra A Arte da Guerra, nessa luta ele mata vários guerreiros, e especialmente um samurai chamado Hirotaro, justamente quando pensavam que estava completamente derrotado.

Quando estava prestes a virar uma peneira feita de furos de Kataná, o lider dos Samurais manda parar a execução.. e decide levá-lo para a vila dos samurais.

Sob o pretexto de aprender mais sobre o seu inimigo, Katsumoto o mantem prisioneiro na vila por um ano, e ali, o capitão é tratado pela irmã de Katsumoto, Taka, que é a esposa de Hirotaro, o samurai que ele matou।

É nessa hora que cai o queixo sobre essa cultura milenar, eles jamais demonstram seus sentimentos, tratam o prisioneiro com cortesia e resignação, curam seus ferimentos e ele conhece os costumes do lugar.

O roteiro apresenta para nós, ocidentais, o porque do costume de se tirar os sapatos em uma casa japonesa, de uma maneira primorosa: o capitão entra com as botas cheia de lama, e sem dizer uma palavra, Taka começa a limpar a sujeira, muita coisa naquela vila é dita somente com os olhos, o espectador percebe essas coisas sem precisar de legenda.

Quando ele volta para Tóquio, ele reencontra o exército que começou a treinar, agora preparado e com armas mais potentes, como os canhões Howitzer e as temidas metralhadoras Gatling.

Katsumoto vai ao conselho e por conta da tradição que um samurai não se separa de sua Kataná ele é preso e "convidado" a cometer o harakiri ( suicidio), Algren fica sabendo dos planos de Omura e arma para libertar Katsumoto।


O que vem a seguir é a melhor batalha que eu já vi em filmes de guerra, a única coisa que acho que faltou foi uma luta mais interressante de Algren contra o Coronel Bagley, ele simplesmente lança a Kataná que foi feita especialmente pra ele e ela crava no peito do coronel metido, acho que cabia a cena de Algren recuperando sua espada, e assim provando que ele aprendeu a lição do Bushido: um samurai só abandona sua espada depois que morre. Finda a batalha, e com todos os samurais mortos, exceto nosso herói, tem uma bonita cena com os soldados reverenciando os samurais mortos.

O Sr. Omura esta quase conseguindo o que quer, eis que surge o nosso herói, faz o Imperador perceber a enorme besteira que fez e a tempo de impedir o fechamento do negócio com o fornecimento de armas, e entrega a espada de Katsumoto ao Imperador.

O filme termina com o tradutor dizendo o que ele gosta de pensar sobre o que aconteceu com o nosso herói, que mostra ele voltando para a vila, e, mais especificamente, para os braços de तक.

Vale ressaltar um pequeno detalhe: o tradutor em questão foi Simon Graham (Timothy Spall), mas conhecido por nós como Peter Petigrew, o animago que viveu como o rato Perebas na série Harry Potter.

O roteiro dá a entender que é uma narração de Simon sobre o que aconteceu, uma vez que Algren tinha o costume de manter um diário sempre atualizado.

Com toda a certeza eu recomendo esse filme, erros existem como em todos os filmes, mas nesse eu percebi somente depois de assistir पला 5ª ou 6ª vez...

domingo, 11 de março de 2007

O Clã das Adagas Voadoras (the House of Flying Daggers)

Me lembro do trailer que assisti no cinema sobre esse filme, e fiquei muito curioso, pois gosto de filmes orientais..

Ao contrário dos enlatados americanos.. esses filmes geralmente são mais do que entretenimento.

Sem contar a beleza visual que sempre acompanham essas produções.

Zhang Ziyi é hoje a atriz chinesa mais em alta no movie business
da atualidade, atuou em super produções chinesas e americanas, tais como o Tigre e o Dragão (2000), O Herói(2002), Memórias de uma Gueisha(2005) e esta maravilha que foi O Clã das Adagas Voadoras(2004).


É dela o mérito das boas críticas que esse filme recebeu (88% no rotten tomatoes), é difícil acreditar que uma atriz tão pequenina consegue tanta força física, talvez fruto de tantos anos com a dança chinesa, e nesse filme tem de tudo: dança, artes marcias, espadas, arco e flexa e é claro.. adagas, tudo bem que as cenas com as adagas são CGI, igualmente a cena dos feijões do jogo do eco no famoso Salão das Peônias, mas as vezes é necessário.

Somente em filmes orientais você pode ver cenários como os do Clã, uma obra de arte que não se encontra em nenhum outro lugar... fico imaginando o trabalho que deu pra pesquisar a arte chinesa da época, as artes marciais, os figurinos e as locações.

O filme é um tanto longo, e acredito que faltou a cena que acho que caracterizaria o clã, tipo na chegada do acampamento, tivesse algumas cenas de treinamento, que mostrasse que ali vivia uma comunidade. Mas parece que ficou um lugar bem secreto, bem dentro da cabeça do diretor.

Uma outra coisa pra levar em consideração é o fato da questão cultural de cada um, filmes orientais são como ópera, ou você ama ou você odeia, não dá pra ser meio termo. Eu gosto dos dois...

Esse filme é a prova da evolução dos filmes orientais, no começo confesso que eram chatos, com raras exceções, mas hoje conseguem unir a tecnologia moderna com a cultura oriental e com isso conseguir contar boas histórias.

Eu recomendo esse filme pra todos aqueles que apreciam artes marciais, mas que estejam preparados para uma história de amor impossível também.


Divirtam-se.

sábado, 10 de março de 2007

Beijando Jessica Stein (Kissing Jessica)













Ultimamente tenho gostado mais de pegar filmes independentes, com roteiros escritos pelos protagonistas, tipo Casamento Grego, Connie e Carla e o assunto desse post que é o Beijando Jessica Stein.

Gostaria de falar a respeito desse filme, que tive a sorte de achar na locadora e confesso que tive que assistir mais de uma vez pra entender a história que as duas quiseram contar.

O que posso dizer é que fiquei impressionado pelo filme e como duas amigas de teatro tiveram a coragem de mandar Hollywood catar coquinhos e terem tomado a decisão de fazer o filme sozinhas.

Tenho que ressaltar um cena que prova o talento do cast. Na cena de mãe e filha no banco da varanda, um close das duas em uma cena longa.. sem cortes, sem truques, sem efeitos especiais.

Levantaram US$ 1 milhão, faturaram US$ 7 milhões de bilheteria, pagaram as contas e estão lucrando até hoje, pois o lucro real de um filme sempre vem da venda dos DVD's, e isso elas estão fazendo e muito.

As filmagens foram feitas em Nova York apesar de um dos "produtores" de Hollywood sugeriram filmar em Toronto se passando pela Grande Maçã, o qual a Jennifer respondeu: Just over my dead body (sobre o meu cadáver).

O filme tinha tudo pra não cair no gosto público, pois não é todo mundo que aceita a questão de relacionamentos gays. Homens ficam desconfortáveis com filmes nessa temática e até mesmo a comunidade gay não gostou muito no final na época.

Beijando Jessica no Youtube

Mas o que faz essa história ser boa?

Bom, como dizia o falecido Jack Lemmon, eu gosto de filmes bem escritos, com histórias que mantem você ligado no filme, e esse é um deles.

Jessica é uma garota judia, travada, inteligente, e com altos padrões em termos de escolha do namorado perfeito... os americanos chamam esse tipo de up tight girl, no começo do filme isso fica bem claro.

Helen é uma mulher que tem overdose de namorados (3), um pra cada estado de espírito dela.

Um belo dia Helen resolve experimentar o que é ter uma namorada.. e através das dicas de um casal de gays, utilizando uma passagem do poeta alemão Rilke, publica um anúncio na seção mulher procura mulher e Jessica responde o anúncio e ai é que o filme começa...

Terminado o filme, fui chegando a algumas conclusões..

Parece que quando somos jovens, temos o costume de ser extremamente exigentes conosco e com quem nos relacionamos. Fulana não é do mesmo nível social que o seu.. então não devo namorar ela, ou não consigo encontrar alguém que me faça rir etc.

Todos esses preconceitos costumam cair por terra, quando você passa por um relacionamento meio que fora dos padrões.. tipo um rapaz namorar uma mulher madura, uma garota namorar um cara que tem idade pra ser o pai dela... ou como no filme.. ter uma experiência gay.

Pra mulheres acho isso mais fácil, pois tenho algumas amigas que passaram por uma fase gay e depois voltaram a namorar homens॥ não há o que discutir, mulher pode fazer isso e pronto. Depois conversar com as amigas sem nenhum remorso, já os homens.... é meio que 8 ou 80॥ se o cara fez isso uma vez, com certeza não vai contar essa história numa mesa de bar... pelo menos eu nunca ouvi...

A homossexualidade nesse filme é tratada de uma maneira responsável, acredito que as autoras devem ter mesmo muitos amigos gays... pois não há vulgaridade neles.. o casal de amigos da Helen são personagens realmente divertidos.. de uma maneira que a sexualidade deles é o que menos importa, qualidades como a amizade deles com a Helen, tem mais importância que o resto.

O que me deixou dividido no final foi a mesma coisa que todos... mas entendo que a mensagem do texto queria passar. Mas o que me deixou alegre foi ver a Jessica como uma pessoa mais completa, conhecendo ela mesma um pouco mais.. a cena da livraria, mostra uma pessoa mais confiante, vivendo daquilo que é o maior talento dela.

E ela estava vivendo da maneira que ela queria... não como as pessoas que a cercavam queria. E isso foi o mais importante.

Gostaria muito de ver mais trabalhos dessas duas.. coisa de primeira

Quem quiser visitar a comunidade no Orkut ai vai o link:

Beijando Jessica